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sábado, 26 de novembro de 2011

Lontra - A Solidão em Questão


o conceito de solidão deve ser revisto quando observamos e estudamos a ecologia da lontra neotropical. Simplesmente afirmar que a Lontra longicaudis é uma espécie solitária não é o bastante. Existe um mundo de coisas por trás disso. Quando observamos uma lontra no ambiente natural ela normalmente está sozinha, mas a solidão, nesse caso não se aplica. Não existe o vazio. Pelo contrário, a forma como o animal interage com o ambiente é pura poesia. Ao contrário da ariranha, uma prima próxima, a lontra não tem necessidade de viver em grupo ou manter um grupo unido. As lontras são menos sensíveis ao isolamento, mais aventureiras, mais destemidas. Exploram novos ambientes com mais facilidade. A lontra é mais ativa durante a noite, enquanto a ariranha durante o dia. O caráter solitário da lontra faz com que ela seja mais difícil de ver do que a ariranha. Mais tímida? Talvez, mesmo considerando que estamos levando em conta conceitos humanos. Nesse caso, o conceito de solidão deve ser revisto. Ecologicamente falando não faz muito sentido. Ecologicamente falando podem representar estratégias de sobrevivência, e podemos aprender com isso, principalmente quando consideramos cenários futuros. O desmatamento da Amazonia e da Mata Atlântica por exemplo. Segundo o relatório Assessment of the Risk of Amazon Dieback feito pelo Banco Mundial, cerca de 75% da floresta Amazônica pode ser perdido até 2025. Em 2075, podem restar apenas 5% de florestas no leste da Amazônia. O processo é resultado de desmatamento, mudanças climáticas e queimadas. Da mesma forma, hoje, praticamente 90% da Mata Atlântica em toda a extensão territorial brasileira está totalmente destruída. Do que restou, acredita-se que 75% está sob risco de extinção total, necessitando de atitudes urgentes de órgãos mundiais de preservação ambiental, principalmente com relação às espécies que estão sendo eliminadas da natureza de forma acelerada. Os remanescentes da Mata Atlântica situam-se principalmente nas Serras do Mar e da Mantiqueira, em áreas de relevo acidentado. Não só a lontra está ameaçada, mas nós mesmos. Estratégias adotadas por animais como lontra e ariranhas talvez possam significar uma luz para nossa própria ignorância.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Lagoa do Peri ou Lagoa do Perigo?

Grupo de traficantes das “Areias/Morro das Pedras” planejam ataques organizados, armados de pistolas automáticas e coquetéis molotov. A denuncia foi feita por um informante e causa apreensão na comunidade. Vários moradores, incluindo o Projeto Lontra, o Clube dos Trinta e a própria Floram, tiveram a rotina mapeada pelos marginais. Tentativas de assalto são comuns na área do Parque sendo que na última levaram o motor do barco da Floram. Desmanches de carros, uso de drogas na torre de observação e transito de bandidos à luz do dia são comuns, sem que nenhuma ação seja tomada pela segurança pública. Bandidos conhecido moram dentro do parque, o tráfico de drogas atua livremente e situação está caminhando para uma zona de guerra. Indefesos, sem proteção, vários moradores estão se armando.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fabrica de Tiranos

Desde que o Instituto Ekko Brasil colocou em discussão a qualidade da Lista de Espécies Ameaçadas criada em Santa Catarina foram freqüentes as ameaças por e-mail e, mais recentemente, uma tentativa frustrada de intimidação no I Simpósio Brasileiro de Pesquisa e Conservação de Mustelídeos. É preocupante, por um lado presenciar a falta de diálogo somado a ações que buscam simplesmente tentar prevalecer a todo custo uma opinião. Numa democracia o diálogo é essencial, as diferença de opiniões são saudáveis, e as coisas não podem ser impostas a força. A sociedade brasileira aos poucos aprende a como lidar com situações de conflito mas isso, ao que parece deve levar algum tempo. No Brasil vale o “quem indica”, vale os conchavos. Como dizia Tom Jobim “sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. O Projeto Lontra é um sucesso e isso ofende a muita gente, principalmente no meio acadêmico, em algumas universidades. O Brasil está acostumado a saber o resultado antes do jogo terminar ou melhor, determinar quem ganha ou perde. Isso é fruto de um ambiente doente, sem competitividade, onde a meritocracia é vista como uma ameaça. O Projeto Lontra ousou fugir da mediocridade e isso vem lhe custando caro. Sucesso é sinônimo de não-mediocridade, de incomum. Obviamente isso incomoda a alguns que não podem jamais serem questionados, acostumados com os dóceis “amigos”. Sucesso geralmente é acompanhado de empreendedorismo. Outro problema, pois alguns setores da sociedade ainda defendem a queda do capitalismo, elegido como grande satã. Uma organização que busca a auto-sustentabilidade acaba sendo acusada de aproveitadora, capitalista, e por ai a fora. No Brasil ainda vale o sangue, a família. Filho de quem? Claro que tem um emprego para você.... Num ambiente como esse a competição não pode existir, não sobrevive, e a mediocridade impera. Não é preciso nem trabalhar pois pra rua não vai, não tem jeito. E nós contribuintes, moradores da senzala, pagamos esta casta “nobre”, a Casa Grande. Vale observar a educação no ensino superior, no Brasil. Não resiste a uma comparação a qualquer pais asiático. O sucesso deveria ser valorizado no Brasil. Infelizmente não é o que acontece. Vale ainda o rei, o cartel dos medíocres e dos covardes. A democracia se constrói a cada dia, tem que ser confirmada, comprovada. Não é fácil. O que presenciamos no Congresso Nacional também vemos no dia a dia, na sociedade brasileira.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


O Instituto Ekko Brasil apresenta 2 banners no COLACMAR (Congresso Latino Americano de Ciências do Mar), um sobre comportamento de lontras em cativeiro e outro sobre mobilização social. Além dos banners estaremos dando um Minicurso no dia 30, com 6hs de duração: "Resgate, Conservação e Manejo de Mustelídeos em Cativeiro". Por fim, no dia 3 (penúltimo dia do evento) estaremos realizando o "I Simpósio Brasileiro Sobre Pesquisa e Conservação de Mustelídeos". Durante todo o evento os pesquisadores convidados para participarem do Simpósio estarão hospedados e reunidos na Base de Pesquisa do Instituto Ekko Brasil (Lagoa do Peri) discutindo assuntos importantes sobre pesquisa e conservação de mustelídeos no Brasil.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por que a lontra deve constar da Lista de Espécies Ameaçadas de SC?
A lontra brasileira é listada pela Convenção de Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagem (Cites-http://www.cites.org/) como “altamente ameaçada”. A União Internacional Para Conservação da Natureza (IUCN-http://cms.iucn.org) classifica a lontra como “dados insuficientes”. E em Santa Catarina? O banco de dados que acumula informações coletadas ao longo de 25 anos de trabalho do Projeto Lontra (www.ekkobrasil.org.br), incluindo um livro inédito e centenas de trabalhos apresentados e publicados, comprovam que este animal está altamente vulnerável. As maiores ameaças no estado são os cachorros de rua, os tanques de aquicultura e a inexistência de corredores ecológicos entre Unidades de Conservação.
Um trabalho de mobilização social do Projeto Lontra vem sendo desenvolvido com a aplicação de técnicas de educação ambiental e visitas à sede do Projeto, para conscientizar as crianças e adultos sobre a importância da conservação da lontra e do desenvolvimento sustentável. Grandes empresas, como a Petrobras, desenvolvem programas específicos de conservação e apoio a iniciativas conservacionistas. Em Santa Catarina algumas empresas estão percebendo o problema e sua gravidade. Quando a iniciativa privada e Governos (de diferentes instâncias) apoiam ONGs sérias e capacitadas, obtém ótimos resultados. Entretanto, uma lista de espécies ameaçadas pode influenciar na aplicação de recursos e definição de políticas públicas. Portanto, a ausência da lontra na Lista de SC é injustificável, tanto do ponto de vista técnico como do político. Uma política de desenvolvimento sustentável séria deve ser apoiada em dados confiáveis para a definição de políticas ambientais. A Campanha “Lontra, A Sentinela das Águas” criada pelo Instituto Ekko Brasil, mostra a importância da presença da lontra nas Bacias Hidrográficas catarinenses. A proteção dos nossos mananciais de água passa pela lontra. Santa Catarina possui dados suficientes para incluir com segurança a lontra na Lista de Espécies Ameaçadas e a partir dai refletir sobre a importância da água e do desenvolvimento sustentável.

sábado, 18 de junho de 2011

Ameaças

O Brasil não é um pais sério. Já dizia Charles de Gaulle na década de 50. De lá para cá pouca coisa mudou em alguns setores da sociedade brasileira. Ou melhor, é cômico algumas vezes. Surreal em outras. Cruel! Como diz Tom Jobim, sucesso no Brasil é ofensa pessoal. E assim vamos nós. Ou nóis, segundo a nova cartilha educativa nacional. Existe algum alento. Além da internet, que tirou o poder do obscurantismo universitário, veio o Terceiro Setor. A independência de ambos causa inveja, pela rapidez, flexibilidade, transparência e eficiência. Tem muito que melhorar mas... já é um alento. Graças a internet e ao Terceiro Setor, a Lista de Espécies Ameaçadas de Santa Catarina foi questionada, por não ter sequer mencionado a lontra. Felizmente o Projeto Lontra e o Instituto Ekko Brasil estavam atentos e levantaram a discussão. Primeiro, por que o Instituto Ekko Brasil sequer foi chamado a opinar? Segundo, por que não a lontra? Por falta de dados não pode ser. O Projeto Lontra tem o maior banco de dados no Brasil, trabalha a 24 anos com a espécie, vários trabalhos publicados, além de um livro inédito sobre a lontra neotropical. De pronto a IUCN se apresentou apoiando o Instituto Ekko Brasil e também questionando o fato. Esperamos para ver a lista final. E para terminar essa Wikipedia de frases: Yo no creo en las brujas, pero que las hai las hai.

sábado, 21 de maio de 2011

Jack Johnson e Projeto Lontra


O Instituto Ekko Brasil é selecionado para participar da promoção do show do Jack Johnson. A ação é realizada pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho - Grupo RBS, através do Portal Social www.portalsocial.org.br.


Campanha Siga o exemplo do seu ídolo

Faça uma doação no Portal Social e concorra a ingressos para o show do Jack Johnson

O cantor Jack Johnson, além de ser um grande nome da música, é também referência em ações para preservação do meio ambiente. Pensando nisso, o Portal Social (www.portalsocial.org.br) tem um convite para todos os admiradores do trabalho do cantor: seguir o exemplo do seu ídolo e fazer a sua parte para um mundo melhor.

Realizando uma doação no Portal Social (www.portalsocial.org.br), a partir de R$ 10, você ajuda uma instituição que trabalha pela preservação do meio ambiente e ainda pode levar dois ingressos para assistir o show do cantor em Florianópolis. Será contemplado o participante que realizar a menor doação única.

A verba total arrecadada será destinada para o Instituto Ekko Brasil, de Florianópolis, que coordena e apoia projetos de conservação da biodiversidade.

Como participar

Basta realizar uma doação no Portal Social, até o dia 30 de maio, no valor a partir de R$ 10. As doações podem ser feitas por boleto bancário ou cartão de crédito Visa.

Depois, envie um e-mail para portalsocial@portalsocial.org.br informando seu nome completo, cidade, telefone e o número da sua doação, que será gerado pelo Portal Social automaticamente quando a doação for realizada.

Quem realizar a menor doação única leva os dois ingressos para o show do Jack Johnson no dia 03 de junho, em Florianópolis.

Faça sua doação e participe! Juntos podemos fazer um mundo melhor!

Sobre o Portal Social

O Portal Social (www.portalsocial.org.br) é uma iniciativa da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho que aproxima instituições sociais de pessoas que querem ajudar. No site, o internauta encontra diversos projetos sociais de instituições gaúchas e catarinenses, e pode ajudá-las com doações a partir de R$ 10. Além disso, o Portal Social tem se consolidado como um importante veículo de comunicação, com atualizações diárias de conteúdos sociais e do terceiro setor.

Sobre o Instituto Ekko Brasil

O Instituto Ekko Brasil atua desde 2004 em Florianópolis (SC) trabalhando com questões ambientais e espécies ameaçadas. A instituição desenvolve e apoia projetos como o Projeto Tucano, o Projeto Lontra, o Projeto Baleia Jubarte e o Projeto Onça, que realizam pesquisas sobre ecologia das espécies, promovendo a conservação destes animais no ambiente natural em que se encontram. Mais informações no site www.ekkobrasil.org.br.